terça-feira, 26 de julho de 2016

Quando é que deixamos de acreditar em Magia?!

Hoje em dia, tristemente, quando se fala em magia, a maior parte de todos nós pensa em truques (nada) baratos de Houdini ou David Coperfield. Todos nós nos fascinamos com truques ilusionistas, o suspense de uma mentira que não compreendemos, e por isso, nos espantamos, porque não conseguimos desmistificar a mentira, não conseguimos dizer com todas as provas que é mentira, como foi feita... e então preferimos dizer que é magia. Penso que nos custa admitir somos enganados pelos nosso próprios olhos e percepção da realidade. Não é magia é ilusão. Magia é outra coisa!
 
Magia, na minha (pouco) modesta opinião é aquilo que nos enche a vida e o coração. Vem em pequenas doses todos os dias, em pequenos milagres. O mal é que, actualmente, já ninguém acredita em milagres... Milagres, daqueles que acontecem todos os dias, foram, ao longo dos tempos, transformados em banalidades diárias que acontecem por meras questões de sorte. "Conseguiste o emprego com quem sempre sonhaste? Que sorte!" ; "Encontraste alguém tão especial, que sorte!"; "Houve um sobrevivente daquela queda de avião, que teve à deriva 5 dias? que sorte que ele teve"... Não foi sorte, foram pequenos milagres, daqueles que acontecem todos os dias, aqueles que se agarram àquela margem mínima de chance e acontecem mesmo... é Mágico!
Quantas vezes, nos surgem obstáculos na vida, grandes ou pequenos, que nos levam ao desespero ainda antes de pensarmos numa solução? Panicamos, porque as hipóteses são demasiado pequenas ou (quase) nulas, pensamos que nunca vai dar, que não existe solução, adiantamo-nos com rodeios e no final, finalzinho, quando a esperança já está a  desfalecer... tcharan! Eis que surge, vinda, às vezes, nem se sabe bem de onde a resolução. MILAGRE!... Basta olhar à nossa volta e apercebermo-nos que estamos rodeados de Magia e Milagres, basta estar atento às pequenas grandes coisas e ser grato pela Magia que aqueles pequenos Milagres em forma de amigos, familia, gente com boa alma que cruza o nosso caminho, nos enchem a Vida!
 
Não são as coisas grandes... é a simples magia das pequenas!


sexta-feira, 24 de junho de 2016

O Reino Unido abandonou!

Não se fala de outra coisa senão do Brexit. O Reino Unido votou e o povo mostrou a sua vontade: a maioria dos britânicos não quer pertencer à União Europeia.
 
Na minha opinião, há duas conclusões imediatas a retirar disto tudo: a Democracia pode ser o sistema político mais justo que conhecemos mas nem sempre dela advêm as melhores decisões e mais que a separação da União Europeia, este referendo vem avivar feridas (nunca totalmente cicatrizadas do meu ponto de vista) das diferenças ideológicas e culturais dentro do próprio Reino Unido.
 
Há que aproveitar o que vivemos. Está a fazer-se história neste momento. Não tenho dúvida nenhuma que este vai ser um episódio prático de estudo em futuros manuais de História, Diplomacia, Política, Relações Internacionais... cabe-nos as previsões mas ainda é cedo para conclusões definitivas. Se é bem, se é mal... assim como não existem pessoas perfeitas, muito menos existem sociedades perfeitas e infalíveis.  
 
No meio disto, a minha maior preocupação acerca do assunto e o estado da sociedade num todo são os juízos de valor e a falta de tolerância que já se fazem notar em muitas opiniões partilhadas.... "os britânicos são burros, ignorantes, egoístas, se não nos querem também não os queremos" - há para todos os gostos.
Carissímos, não vos esqueceis que a  liberdade que vos permite dizer o que quiserem dos britânicos é tão legítima como aquela que cada britânico usou para demonstrar a sua  vontade. Se foi uma decisão consciente da totalidade das suas consequências, se a população estava totalmente e devidamente informada, se o referendo foi a melhor opção, isso são outras lições a serem estudadas.
Mas não me venham com lenga-lengas que defendem a democracia, a tolerância senão compreendem a essência da liberdade.... Não é preciso condená-los por expressarem a sua opinião, eles já terão trabalho suficiente  a lidar com as consequências dos seus actos!

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

De Partidas e Chegadas...

 
 
 
 
Em todas as partidas e em todas as chegadas estive sozinha. Nunca tive ninguém que partisse comigo nem ninguém que me esperasse chegar. Houve já quem eu pensei que esperasse por mim ou partisse por mim. Não esperaram, não partiram.
Tenho, graças a Deus, boas pessoas... pessoas maravilhosas que me disseram adeus com o seu mais sincero sorriso, felizes por mim, com abraços cheios de bons desejos. São elas o melhor que fica de cada sítio por onde já passei. É com elas que deixo pedaços do coração e levo boas memórias, são essas pessoas que dão sentido à palavra amizade.
Mas ninguém me consegue tirar a satisfação da partida... O peito pode apertar-se, as saudades adiantarem-se, e o rosto inundar-se de lágrimas, mas ao longe, onde o meu corpo se esfuma no horizonte, quando já não olho para trás, renasce em mim uma coragem que supera todas as incertezas que levo na bagagem. Não quero que nada me prenda quando é tão bom o sabor da partida, sabe a liberdade...
Há razões que me levam a adiar uma partida, porque estou a gostar, mas nunca encontrei o que me fizesse ficar... acho que não me está na natureza da alma!
 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Quando era pequena - naquela idade em que nos começam a perguntar o queremos ser quando "fores grande"; em que começam a fazer planos p'ra menina, vai ser médica, professora, advogada- desde aí, lá no fundo, sabia que não ia ser nada como eles planeavam!

sexta-feira, 20 de março de 2015

Dia da Felicidade!

Fiquei a saber pelo facebook que hoje é dia da Felicidade... Curiosamente, esta semana, duas pessoas, uma que me conhece bastante bem e outra que não sabe nada da minha vida, comentaram o facto da minha pessoa parecer ser segura tão de mim mesma e estar sempre feliz. Gostei de ouvir, gostei de saber que realmente consigo transmitir o que me vai na alma, conseguir ser assim tão verdadeira com o mundo... Porque sou feliz!
 
Não estou sempre feliz, nem tudo me corre bem... na verdade, há mais coisas a correr mal que bem. Tenho uma vida chata e aborrecida de classe média baixa (basicamente, sou pobre). Gostava de ter mais tempo (e dinheiro também) para passar mais tempo com a familia (que está longe); para viajar e sentir aquela excitação desmedida de conhecer sitios novos; café e uma conversa todos os dias com os amigos; ser promovida; poder comprar um carro novo, assim mesmo novinho, e passar horas dentro dele só para sentir aquele cheiro de carro novo; conhecer um bacano porreiro e decente, daqueles que nos roubam o coração e não o partem; não partir o dele... Há uma série de acontecimentos que, sem dúvida alguma, tornariam a vida mais aprazível... Apesar de tudo o que não tenho, sou feliz com o que tenho. E sou feliz porque não me canso de querer sempre mais, de lutar por ser sempre mais e melhor... e lutar com o que tenho, lutar com o bem... sem passar por cima de ninguém, sem fazer ninguém infeliz e tentar arrancar sempre um sorriso de quem me rodeia, toda a gente sabe que eles são contagiantes e contagiosos... Ser positiva, ser positiva quando acontecem mudanças, quando acontecem coisas más, ser positiva quando não acontece nada! E orar, pedir Deus aquelas coisas todas e ver todas elas acontecerem como pedimos ou então de um jeito muito melhor... Não estou sempre feliz mas é impossível não ser feliz quando tenho Deus na vida, quando acredito que há sempre um lado positivo... quando sei que, para o bem e para o mal, sou única. Gostam, não gostam... não tenho nada que ver com isso. Só me interessa guardar na minha  vida e coração aqueles que, tolerantes (tolerância...esse baluarte da felicidade), compreendem e amam a minha originalidade como eu amo a deles.
 
Ah...e amanhã é o primeiro dia de Primavera... não há como não ser feliz sabendo isso!
 

domingo, 21 de dezembro de 2014

O Amor é lindo... Não é!

Hoje ouvi a expressão "Ah! O amor é lindo"... Isto leva-me o pensamento a outra expressão "O Amor é cego". Conclusão: o amor só é lindo porque é cego!
O amor é feio, a paixão é linda. Voraz e fatal, mas linda. É como o sol que arde e ilumina um céu todo azul, dá brilho ao olhar, provoca taquicardias, ofega a respiração, enlouquece-nos a alma. Tem pouca paciência, quer o mundo e quere-lo agora. Insiste! Parece que o peito quer rebentar, e que maneira boa de se morrer. A paixão anestesia.
O amor é feio. Não vê as borbulhas da puberdade, a obesidade,  a magreza, o cabelo sedoso e a palha de aço. Não se importa com as estrias ou as rugas que carrega o passar dos anos, deixa a porta do wc aberta ( o horror). O amor é tão feio que não desperdiça dinheiro em maquilhagem nem tem sono de beleza. Assim, a modo curto e grosso, é tipo o mais caro e (pelo que dizem, nunca provei) o mais saboroso café do mundo, no final é tão bom mas vocês não querem saber donde é que aquilo veio. É tão eclético que pode cheirar a estrugido de cebola, amaciador Quanto ou Channel Nº5... e é como aquela luz de presença acesa toda a noite que não nos deixa ter medo...Dá-nos paz, dá-nos calma, está sempre lá. Não desiste! O amor compreende a sua própria natureza, aceita-a e só pode ser por isso que tolera  com tanta dedicação as imperfeições de cada um. É o amor que nos dá aquela sensação de missão cumprida ao final de um dia, ao final de um sonho e ao final de uma vida.
 
O amor cura. Um coração estará sempre partido sem amor!
 
 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2013 em revista!

Em 2013...
Comprei um carro.
Tenho uma nova residente cá em casa de quatro patas que me esfrangalha as revistas todas. E as mantas. E os cortinados. E as almofadas... Todos os dias me acorda cedo demais a pedir-me comida e põe-me os nervos em franja de tanto miar se passo 2 dias sem lhe dar paté. Todos os dias me espera à porta quando chego e neste momento está aninhada a ronronar ao meu lado. Gosta de me dar beijinhos e é dos bichos mais persistentes que já conheci a pedir mimos. Acho que sonha, às vezes acorda assustada. E os pêlos já não me chateiam (muito).
Aprendi a gostar de viver em Coimbra.
Descobri que ainda há pessoas maravilhosas, daquelas que agradecemos a Deus por as ter feito entrar ou cruzar na nossa vida.
Voltei à Suiça após 7 anos. Aquele país provocar-me-á sempre um arrepio na espinha. 
Desamor. Foi o que mais me marcou em 2013. Num desamor a gente nunca quer sofrer. Mesmo que se pense que se aguenta, que não custa e que lá no fundo até se queria. Às vezes parece que não se aguenta, custa e já nem se sabe o que se quer. A gente nunca quer sofrer... sofre-se sempre! Sou uma lutadora mas houve um momento que me fui abaixo. O desamor obrigou-me a parar, a repensar a vida e a resonhar alguns sonhos. Foi preciso sair da zona de conforto, alegrar-me na alegria das coisas simples, de algumas que até já havia esquecido, virar-me mais para quem está sempre lá: a família e o meu Deus. Já não dói, já não sinto a falta. Como diz o anúncio da CGD "até para nascermos temos que dar a volta", deu-se a volta.

Há uns meses atrás escrevi algures que "Há uma felicidade que vem com grandes momentos, é impossível escapar-lhe... e depois há aqueles momentos em que se chega a casa cansada, revive-se as banalidades do dia, o que se fez bem e o que se fez mal ou o que não se fez de todo, e não se encontra uma razão para não ser feliz"...
Agora, posso dizer que ainda existem aqueles em que encontras muitas razões para não ser feliz mas simplesmente o és. Desconfio que são esses os derradeiros da felicidade pura.
Comecei 2013 feliz e acabo 2013 feliz, portanto foi um bom ano!



quinta-feira, 9 de maio de 2013

26!

Os mais belos poemas nunca foram escritos, nasceram na alma da gente e ficaram perdidos num momento qualquer, num sentimento qualquer, numa memória qualquer.
Os maiores amores são os que nunca foram!
Há saudades que não cabem no peito.
Há dores que esgotam todas as lágrimas.
Deixaram-nos seres que foram, deixaremos esses e o nosso.
Nunca sabemos quando. A vida não prepara e não pede permissão.
Tudo vem, muito vai e quase nada volta.
Aquele nó na garganta...
Há melodias que nos levam mais longe que motor de combustão.
Sonhar paga imposto mas nem sempre passa recibo.
Vidas frustradas há-as em todas as esquinas.
Deus não erra. Deus não falha.
É fácil ser doutor em escola de burros!
Trabalho a mais e sorrisos a menos não dá leveza à alma.
Faz-se permuta de carácter por pecado capital.
A distância não mata mas anestesia sentimentos.
Ainda bem que nunca foi a cidade perfeita para nós.
Há sempre o céu azul para aquecer a alma!
"Luta-se por tudo o que se leva a peito"
O reflexo é o sonho, tudo o que sobra é maquilhagem.
Olhos ansiosos não vêem flores da Primavera.
E ninguém tem o direito de ser feliz sozinho!
Há saudades que não cabem no peito!
Matem-me mas não me cortem as minhas asas de pássaro!
Vão haver sempre lábios mordidos que calam vontades.
E se fosse feliz era uma pedra!

sábado, 27 de abril de 2013

Há dias...

que deveriam ter 48 horas ou 72, o que fosse suficiente para fazer tudo o que está planeado fazer, o que queremos fazer e o que vai surgindo pelo meio que tem que ser feito. É que crises idiotas, leia-se "fase cheia de ideias pertinentes e promissoras" não se dão todos os dias e o meu pobre coraçãozinho não aguenta as doses de ansiedade com o meu cérebro lhe injeta. O raio da vontade de fazer tudo e o João Pestana que não se atrasa e vem armado de tacos de basebol.

sexta-feira, 15 de março de 2013

A e tal que eu sou bué poética...

Uma coisa que me deixa no minimo desconfortavelmente irritada e , assim no máximo, com vontade de dar umas "tchapadas" de bom senso a alguns cêpos com olhos, são as tentativas (infelizes) de ser poético sem pinga de inteligência, assim, naquela de querer parecer bem só porque se diz uma coisa bonita sem qualquer sentido semântico.

Sr. Jornalista da Sic (numa reportagem sobre o fabrico de sabões e sabonetes à moda antiga): -Que AROMA de algum ELEMENTO DA NATUREZA gostaria de reproduzir? (era mais ou menos isto)

Sra. que fabrica sabões e sabonetes: - O aroma da Paz!!!

AAAAHHHHHH QUE BONITO! E a minha pergunta é "Ah?!"

Só por causa das coisas, até fui ali ao dicionário online da Michaelis, só em jeito de estúpida confirmação:
"paz 
paz 
sf (lat pace1 Estado de um país que não está em guerra; tranquilidade pública.2 Tratado que mantém ou restabelece esse estado: Assinar a paz. 3 Repouso, silêncio. 4 Tranquilidade da alma. 5 União, concórdia nas famílias. 6 Sossego. P. armada: respeito recíproco das nações, mantido pelos exércitos e esquadras que elas conservam. P. de alma: pessoa bonacheirona, inofensiva, pacífica. P.-otaviana: grande quietação e sossego, como gozou o mundo romano no tempo de Otávio. Fazer as pazes: reconciliar-se."

É, assim de repente, em lado nenhum diz que Paz é um aroma ou elemento da natureza. 
Ah e tal, que há aromas que nos transmitem paz, que no sentido mais vulgo que por aí circula é, no mínimo, um estado de espírito, um modo de vida, bla bla bla... AROMAS  que transmitem PAZ. Ninguém aguenta! 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Contratos e bébés!

Mais que pelos contratos da casa, luz e água em nosso nome, a televisão e a máquina de lavar roupa comprada a prestações e o emprego das 8h às 17h, mais que tudo isso, começa-se a tomar consciência do tempo que passa quando nos morrem pessoas, não umas quaisquer, as nossas pessoas. Mas depois, a vida, em jeito de equilíbrio, dá-nos outras. Há pessoas que nos nascem.
Quando eu souber explicar a alegria que me invade o coração, talvez faça um post  sobre isso!

Parabéns aos papás!


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Anatomia da loucura

Quem já morou comigo sabe bem que eu sou uma completa consumista de promoções. Ando sempre à caça de promoções, levo tudo o que é panfleto e flyer para casa a fim de ser meticulosamente analisado em busca de boas oportunidades.
Já aprendi que, no que diz respeito a comida, não vale a pena andar a comprar grandes quantidades da mesma coisa porque das duas uma, ou enjoo ou se estraga. Já me controlo nas coisas inúteis, aquelas que nós vemos e pensamos "ai que pechincha, vou levar que EVENTUALMENTE um dia vou precisar". Mas há uma coisa que não me consigo controlar e acho que isto já está a atingir proporções preocupantes de "obcessismo": gel de duche e detergentes para a roupa. Não posso ver estes produtos com 50% de promoção que lá vou a correr açambarcar quantas unidades possa para dentro do carrinho e ai de quem se ponha entre mim e a última unidade. Isto tudo porque sou uma esquisitinha quanto aos cheiros - "este é muito ácido, este é muito quente, este cheira mal, este parece para bébé, este parece perfume patcholi" etc e os meus preferidos não são a coisa mais amiga da carteira. Hoje estava a reparar no meu stock e acho que não atingo os 500 anos luz mas tenho gel de duche e detergente para a roupa para, pelo menos, 6 meses. Ou seja, não faço a mínima ideia como será a minha vida daqui a 4 meses, são os cortes no ordenado, a austeridade, a instabilidade, se já vou ter carro ou não e possíveis partidas (boas ou más) que a vida gosta de nos pregar... Ah! Mas ninguém me vai apanhar malcheirosa ou de roupa suja!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Há manhãs assim...

Há manhãs que deviam ser exemplo para todas as manhãs.

 Acordar naturalmente, abrir as janelas e ser presenteada com um esplêndido céu todo azul, olhar para o espelho e a tua pele estar magnifica, sem olheiras e o cabelo (milagre dos milagres) estar capaz de sair à rua e fazer furor. Há manhãs que pensamos que só faltou uma saca de pão fresco para o pequeno-almoço pendurada na porta. 

Há manhãs que são oásis!

E há pessoas que merecem manhãs de aniversário assim tão bonitas. Parabéns Patroa! Brindemos :)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Sasha, you did it again!

Ontem fui ver o "novo" filme de Sasha Baron Cohen, The Dictator. Apanhei uma barrigada de riso é verdade. Um comediante e pêras o Sasha. Tem uma mente suficientemente brilhante para fazer qualquer tipo de humor e comédia mas prefere fazê-lo da forma em que mais se ridiculariza a si mesmo o mais possível para as pessoas perceberem o quão ridículas são as personagens que interpreta. E pronto, assim agrada a toda a gente, aos que se riem pelas macacadas que vai protagonizando nos entretantos e aos que percebem toda a satírica interpretação. Eu ri-me pelos dois. Mas lá no fim do filme, aquando este discurso, a veia revolucionária que corre algures no meu corpo quase que me levava a levantar-me e aplaudir o senhor de pé. Ora vejam:

domingo, 10 de junho de 2012

Cada vez gosto mais de ti, José

Por vezes, sinto-me defraudada. Penso e sinto, vivo e revivo no pensamento coisas minhas e que também são de toda a gente. Crio histórias e gentes, dou-lhes vida e elas são minhas e são tão delas próprias também. Há amores e desenganos, sentimentos que contêm a maior das alegrias e a mais profunda das angústias. E tudo isto vive assim dentro de mim. Sou grandiosa. E a minha cobardia fecha-me a sete chaves. E sou uma inútil porque as palavras que escrevo só têm parte do que sou, há tanta coisa que fica por escrever, por dizer... E são as melhores coisas, as mais belas e perfeitas. E por vezes sinto-me defraudada, porque parece que há quem nos robe o pensar, a arte e a grandiosidade. Há quem escreva palavra a palavra o que a cobardia e a inutilidade não me deixam escrever. A esses que têm esse dom, e em especial ao senhor que conseguiu escrever o que me vai na alma, um grande bem haja!


"Conheço pessoas que morreram. (...)Todos os dias passa tempo que não é testemunhado por elas. Os seus olhares ficaram parados numa data que se afasta cada vez mais. Nós, que conhecemos essa pessoas, que partilhámos um tempo que continha a sua presença, estamos aqui e podemos avaliar o tamanho da sua falta. Assim, da mesma maneira, devíamos ser capazes de perceber toda a dimensão disto: o nosso nome ainda nos pertence, temos planos banais para amanhã." José Luís Peixoto


daqui

quinta-feira, 10 de maio de 2012

E é uma dor maior porque o mundo não conspira comigo.

E é uma dor maior porque o mundo não conspira comigo.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Sou Praxista! (Post singular)

Sou Praxista! Não o fui apenas no passado. Já terminei o meu curso, os novos caloiros nunca me puseram a vista em cima e a minha capa nunca passou tanto tempo pendurada no cabide (nem nos dois anos que eu estive em Erasmus) mas continuo a sê-lo. E praxe não é andar por aí aos berros a meia dúzia de miúdos que acabaram de sair debaixo das asas dos pais e não é aprender ou ensinar valores para a vida, quem não os tem também não os aprenderá em praxe. Simplesmente, em praxe, deparas-te com uma mão cheia de situações que podem em nada contribuir para o teu futuro profissional, para resolver os teus problemas familiares ou para tirar positiva no raio do exame de economia... Podem não contribuir em concreto... mas a maneira como encaras essas mesmas situações e como as resolves pode mostrar muito da tua personalidade e como lidarás com elas em todas as outras áreas mencionadas. És capaz de viver sob uma hierarquia? És capaz de confiar no seu funcionamento? e ao mesmo tempo desenvolver espírito crítico para a desafiar quando a tua consciência e valores assim o ditam? e depois, acobardas-te ou mantens-te fiel às tuas convicções e não quebras perante as consequências? e és humilde o suficiente para admitir quando erras? Porque a desdita é bicho traiçoeiro, assim como as desculpas, não se dizem, evitam-se mas ninguém vem com manuais de instruções. A vida é uma equação que ao longo dos anos vai acrescentando novas variáveis e quando, às vezes, parece que estamos a chegar a uma resposta, temos que começar tudo de novo. É um trabalho penoso, imperfeito e em certa medida ingrato viver e também assim é ser praxista. Mas, no final, tudo o que conquistamos e nos conquista deixa-nos um sorriso parvo na cara e um aconchego no coração.
E pode-se ter isto tudo não sendo praxista? Claro que sim, bem lixados estaríamos se assim não fosse. Mas quem vai para a Faculdade e não é praxista não deve falar daquilo que não compreende nem conhece. Não saberá nunca o que é defender uma ca(u)sa com a convicção que podemos mover mundos e quem defende uma causa assim, praticamente contra tudo e todos, está preparado para abraçar todas as causas que nos desafiam nesta vida, se não está é porque verdadeiramente não é um praxista. E quem perante uma multidão de capa e batina exige o respeito pelos mais velhos mas depois chega a casa e berra com os pais, não é praxista. E quem defende a união mas na hora do aperto falha para com a sua equipa (seja ela qual for, em que área for), não é praxista. Aquele que baixa os braços antes de esgotar todas as hipóteses, não é praxista. Aquele que não luta até aos seus limites por aquilo que acredita, não é praxista.Aquele que nunca queimou pestanas, não é praxista. Porque a Praxe é dos e para os Estudantes. E a individualidade é direito indiscutível, pessoas diferentes tem limites diferentes, agem de maneira diferente, pensam de maneira diferente e completam-se, e quem não compreende isso, também não é praxista. Não existem duas pessoas iguais assim como não existem dois praxistas iguais.
Não acredito numa praxe de protagonismos, violenta ou desrespeitadora, de facebook ou internet e virar costas aos que estão ao seu lado e consigo. Essa não foi a praxe que me acolheu e eu abomino-a. Acredito numa Praxe patriarcal, fraterna e dura e no fim o que fica são as pessoas, aquelas com diferentes visões do caminho mas que estão ao nosso lado para desbravá-lo... não ficam aqueles que me passaram rasteiras, ficam os que me atiraram ao chão para eu não bater nos ramos e depois me deram a mão para que me levantasse... e já se fala de vida!

E este post já está demasiado longo para quem não acredita em manifestações sobre o tema na internet, mas tenho o orgulho de dizer que sou praxista.

E acima de todas as frases feitas da praxe "A praxe é um modus vivendi" é a que me leva ainda a acreditar!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Merece ser partilhado :)

No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebés. O primeiro pergunta ao outro:

- Tu acreditas na vida após o nascimento?

- Certamente que sim. Algo tem de haver depois de nascermos! Talvez estejamos aqui, principalmente, porque precisamos de nos preparar para o que seremos mais tarde.

- Tolice, não há vida após o nascimento. E se houvesse como seria ela? ...

- Eu cá não sei, mas certamente haverá mais luz lá do que aqui... Talvez caminhemos com os nossos próprios pés e comamos com a boca.

- Isso é absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca é totalmente ridículo! O cordão umbilical alimenta-nos. Estou convencido de que a vida após o nascimento não existe, pois o cordão umbilical é muito curto!

- Olha, eu penso de outro modo. Penso que há algo depois do nascimento, talvez um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui...

- Mas nunca ninguém voltou de lá, para nos falar sobre isso!? O parto é o fim da vida. E a vida, afinal, nada mais é do que a angústia prolongada na escuridão.

- Bem, eu não sei exactamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamã e ela cuidará de nós.

- Mamã? Tu acreditas na mamã? E onde está ela?

- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela é que nós vivemos. Sem ela nada disto existiria!

- Eu não acredito. Nunca vi nenhuma mamã, pelo que não existe mamã nenhuma!

- Eu acredito. E sabes porquê? Porque às vezes, quando estamos em silêncio, ouço-a cantar e sinto como ela afaga o nosso mundo. E também penso que a nossa vida só será "real"depois de termos nascido. Nesse momento tomará nova dimensão. Aqui, onde estamos agora, apenas estamos a preparar-nos para essa outra vida...

(Autor anónimo, cidadão do Porto e apoiante da Associação Pro Vida)

segunda-feira, 5 de março de 2012

F**k Umbrella Corporation (just a few of you will understand)

Senhores que não deixam vender meocil (leia-se uma pomada milagrosa que cura terçolhos) na farmácia do Hospital S. João sem receita médica, fiquem sabendo que hoje de manhã fui à Farmácia ali da esquina, onde pedi meocil e onde nem me foi perguntado se tinha receita médica. Já comprei meocil quantas vezes me apareceram terçolhos (bastantes portanto), nas mais diversas e variadas farmácias e nunca, vez alguma me foi pedido receita médica.
Filho de uma grandessíssima mãe, o capitalismo ganacioso que queria que eu fosse gastar 20€ nas urgências, onde iria esperar pelo menos um par de horas, só para o médico me receitar aquilo que eu já sei que tenho que usar, gastar guito no medicamento, e depois como já não teria transportes para casa, toma lá, mais o dinheiro para o táxi. E um simples terçolho sair-me-ía tão caro como uns bons 40€.
Portanto, para aqueles por quem eu passei mais umas horinhas de sofrimento, ide todos para a real caquinha.

domingo, 4 de março de 2012

Eu, ignorante me confesso...

Antes de mais, só quero dizer que eu sou um completo alien nessa arte de saber todos os pormenores da vida de gente conhecida e famosa. Só para terem uma ideia, só há coisa de uma semana é que descobri que a Jennifer Lopez se havia separado do Marc Anthony...

Bom, o início da minha história remota há cerca de dois anos atrás, Agosto de 2009, salvo erro. Era uma noite de S. Bernardo, a festa da cidade de Alcobaça e eu e o meu bro de infância e a respetiva namorada fomos comer uma bela de uma churrascada à barraca lá do sítio. Estavamos nós em amena cavaqueira e eis que na mesa ao lado se senta um grupo enorme e entre os presentes estavam a Sónia Tavares, vocalista dos The Gift, e Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell. Mais tarde, no meio da feira, lá andavam eles em clima divertido, sorridentes e aparentemente felizes da vida. Só os dois. A mim pareceu-me que havia ali paixão.
Hoje, numa reportagem, que os The Gift vão parar a sua digressão por 3 meses porque a Sónia está grávida de 8 meses e adivinhem lá quem é o pai... ah poisé... e parece que eles já estão juntos p'aí há uns 2 anos.

É, sou uma verdadeira mente ostracizada do mundo cor-de-rosa.

Já agora, Já ouviram o novo albúm e single dos The Gift?!... FENOMENAL!