quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Anatomia da loucura

Quem já morou comigo sabe bem que eu sou uma completa consumista de promoções. Ando sempre à caça de promoções, levo tudo o que é panfleto e flyer para casa a fim de ser meticulosamente analisado em busca de boas oportunidades.
Já aprendi que, no que diz respeito a comida, não vale a pena andar a comprar grandes quantidades da mesma coisa porque das duas uma, ou enjoo ou se estraga. Já me controlo nas coisas inúteis, aquelas que nós vemos e pensamos "ai que pechincha, vou levar que EVENTUALMENTE um dia vou precisar". Mas há uma coisa que não me consigo controlar e acho que isto já está a atingir proporções preocupantes de "obcessismo": gel de duche e detergentes para a roupa. Não posso ver estes produtos com 50% de promoção que lá vou a correr açambarcar quantas unidades possa para dentro do carrinho e ai de quem se ponha entre mim e a última unidade. Isto tudo porque sou uma esquisitinha quanto aos cheiros - "este é muito ácido, este é muito quente, este cheira mal, este parece para bébé, este parece perfume patcholi" etc e os meus preferidos não são a coisa mais amiga da carteira. Hoje estava a reparar no meu stock e acho que não atingo os 500 anos luz mas tenho gel de duche e detergente para a roupa para, pelo menos, 6 meses. Ou seja, não faço a mínima ideia como será a minha vida daqui a 4 meses, são os cortes no ordenado, a austeridade, a instabilidade, se já vou ter carro ou não e possíveis partidas (boas ou más) que a vida gosta de nos pregar... Ah! Mas ninguém me vai apanhar malcheirosa ou de roupa suja!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Há manhãs assim...

Há manhãs que deviam ser exemplo para todas as manhãs.

 Acordar naturalmente, abrir as janelas e ser presenteada com um esplêndido céu todo azul, olhar para o espelho e a tua pele estar magnifica, sem olheiras e o cabelo (milagre dos milagres) estar capaz de sair à rua e fazer furor. Há manhãs que pensamos que só faltou uma saca de pão fresco para o pequeno-almoço pendurada na porta. 

Há manhãs que são oásis!

E há pessoas que merecem manhãs de aniversário assim tão bonitas. Parabéns Patroa! Brindemos :)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Sasha, you did it again!

Ontem fui ver o "novo" filme de Sasha Baron Cohen, The Dictator. Apanhei uma barrigada de riso é verdade. Um comediante e pêras o Sasha. Tem uma mente suficientemente brilhante para fazer qualquer tipo de humor e comédia mas prefere fazê-lo da forma em que mais se ridiculariza a si mesmo o mais possível para as pessoas perceberem o quão ridículas são as personagens que interpreta. E pronto, assim agrada a toda a gente, aos que se riem pelas macacadas que vai protagonizando nos entretantos e aos que percebem toda a satírica interpretação. Eu ri-me pelos dois. Mas lá no fim do filme, aquando este discurso, a veia revolucionária que corre algures no meu corpo quase que me levava a levantar-me e aplaudir o senhor de pé. Ora vejam:

domingo, 10 de junho de 2012

Cada vez gosto mais de ti, José

Por vezes, sinto-me defraudada. Penso e sinto, vivo e revivo no pensamento coisas minhas e que também são de toda a gente. Crio histórias e gentes, dou-lhes vida e elas são minhas e são tão delas próprias também. Há amores e desenganos, sentimentos que contêm a maior das alegrias e a mais profunda das angústias. E tudo isto vive assim dentro de mim. Sou grandiosa. E a minha cobardia fecha-me a sete chaves. E sou uma inútil porque as palavras que escrevo só têm parte do que sou, há tanta coisa que fica por escrever, por dizer... E são as melhores coisas, as mais belas e perfeitas. E por vezes sinto-me defraudada, porque parece que há quem nos robe o pensar, a arte e a grandiosidade. Há quem escreva palavra a palavra o que a cobardia e a inutilidade não me deixam escrever. A esses que têm esse dom, e em especial ao senhor que conseguiu escrever o que me vai na alma, um grande bem haja!


"Conheço pessoas que morreram. (...)Todos os dias passa tempo que não é testemunhado por elas. Os seus olhares ficaram parados numa data que se afasta cada vez mais. Nós, que conhecemos essa pessoas, que partilhámos um tempo que continha a sua presença, estamos aqui e podemos avaliar o tamanho da sua falta. Assim, da mesma maneira, devíamos ser capazes de perceber toda a dimensão disto: o nosso nome ainda nos pertence, temos planos banais para amanhã." José Luís Peixoto


daqui

quinta-feira, 10 de maio de 2012

E é uma dor maior porque o mundo não conspira comigo.

E é uma dor maior porque o mundo não conspira comigo.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Sou Praxista! (Post singular)

Sou Praxista! Não o fui apenas no passado. Já terminei o meu curso, os novos caloiros nunca me puseram a vista em cima e a minha capa nunca passou tanto tempo pendurada no cabide (nem nos dois anos que eu estive em Erasmus) mas continuo a sê-lo. E praxe não é andar por aí aos berros a meia dúzia de miúdos que acabaram de sair debaixo das asas dos pais e não é aprender ou ensinar valores para a vida, quem não os tem também não os aprenderá em praxe. Simplesmente, em praxe, deparas-te com uma mão cheia de situações que podem em nada contribuir para o teu futuro profissional, para resolver os teus problemas familiares ou para tirar positiva no raio do exame de economia... Podem não contribuir em concreto... mas a maneira como encaras essas mesmas situações e como as resolves pode mostrar muito da tua personalidade e como lidarás com elas em todas as outras áreas mencionadas. És capaz de viver sob uma hierarquia? És capaz de confiar no seu funcionamento? e ao mesmo tempo desenvolver espírito crítico para a desafiar quando a tua consciência e valores assim o ditam? e depois, acobardas-te ou mantens-te fiel às tuas convicções e não quebras perante as consequências? e és humilde o suficiente para admitir quando erras? Porque a desdita é bicho traiçoeiro, assim como as desculpas, não se dizem, evitam-se mas ninguém vem com manuais de instruções. A vida é uma equação que ao longo dos anos vai acrescentando novas variáveis e quando, às vezes, parece que estamos a chegar a uma resposta, temos que começar tudo de novo. É um trabalho penoso, imperfeito e em certa medida ingrato viver e também assim é ser praxista. Mas, no final, tudo o que conquistamos e nos conquista deixa-nos um sorriso parvo na cara e um aconchego no coração.
E pode-se ter isto tudo não sendo praxista? Claro que sim, bem lixados estaríamos se assim não fosse. Mas quem vai para a Faculdade e não é praxista não deve falar daquilo que não compreende nem conhece. Não saberá nunca o que é defender uma ca(u)sa com a convicção que podemos mover mundos e quem defende uma causa assim, praticamente contra tudo e todos, está preparado para abraçar todas as causas que nos desafiam nesta vida, se não está é porque verdadeiramente não é um praxista. E quem perante uma multidão de capa e batina exige o respeito pelos mais velhos mas depois chega a casa e berra com os pais, não é praxista. E quem defende a união mas na hora do aperto falha para com a sua equipa (seja ela qual for, em que área for), não é praxista. Aquele que baixa os braços antes de esgotar todas as hipóteses, não é praxista. Aquele que não luta até aos seus limites por aquilo que acredita, não é praxista.Aquele que nunca queimou pestanas, não é praxista. Porque a Praxe é dos e para os Estudantes. E a individualidade é direito indiscutível, pessoas diferentes tem limites diferentes, agem de maneira diferente, pensam de maneira diferente e completam-se, e quem não compreende isso, também não é praxista. Não existem duas pessoas iguais assim como não existem dois praxistas iguais.
Não acredito numa praxe de protagonismos, violenta ou desrespeitadora, de facebook ou internet e virar costas aos que estão ao seu lado e consigo. Essa não foi a praxe que me acolheu e eu abomino-a. Acredito numa Praxe patriarcal, fraterna e dura e no fim o que fica são as pessoas, aquelas com diferentes visões do caminho mas que estão ao nosso lado para desbravá-lo... não ficam aqueles que me passaram rasteiras, ficam os que me atiraram ao chão para eu não bater nos ramos e depois me deram a mão para que me levantasse... e já se fala de vida!

E este post já está demasiado longo para quem não acredita em manifestações sobre o tema na internet, mas tenho o orgulho de dizer que sou praxista.

E acima de todas as frases feitas da praxe "A praxe é um modus vivendi" é a que me leva ainda a acreditar!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Merece ser partilhado :)

No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebés. O primeiro pergunta ao outro:

- Tu acreditas na vida após o nascimento?

- Certamente que sim. Algo tem de haver depois de nascermos! Talvez estejamos aqui, principalmente, porque precisamos de nos preparar para o que seremos mais tarde.

- Tolice, não há vida após o nascimento. E se houvesse como seria ela? ...

- Eu cá não sei, mas certamente haverá mais luz lá do que aqui... Talvez caminhemos com os nossos próprios pés e comamos com a boca.

- Isso é absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca é totalmente ridículo! O cordão umbilical alimenta-nos. Estou convencido de que a vida após o nascimento não existe, pois o cordão umbilical é muito curto!

- Olha, eu penso de outro modo. Penso que há algo depois do nascimento, talvez um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui...

- Mas nunca ninguém voltou de lá, para nos falar sobre isso!? O parto é o fim da vida. E a vida, afinal, nada mais é do que a angústia prolongada na escuridão.

- Bem, eu não sei exactamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamã e ela cuidará de nós.

- Mamã? Tu acreditas na mamã? E onde está ela?

- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela é que nós vivemos. Sem ela nada disto existiria!

- Eu não acredito. Nunca vi nenhuma mamã, pelo que não existe mamã nenhuma!

- Eu acredito. E sabes porquê? Porque às vezes, quando estamos em silêncio, ouço-a cantar e sinto como ela afaga o nosso mundo. E também penso que a nossa vida só será "real"depois de termos nascido. Nesse momento tomará nova dimensão. Aqui, onde estamos agora, apenas estamos a preparar-nos para essa outra vida...

(Autor anónimo, cidadão do Porto e apoiante da Associação Pro Vida)