sexta-feira, 15 de março de 2013

A e tal que eu sou bué poética...

Uma coisa que me deixa no minimo desconfortavelmente irritada e , assim no máximo, com vontade de dar umas "tchapadas" de bom senso a alguns cêpos com olhos, são as tentativas (infelizes) de ser poético sem pinga de inteligência, assim, naquela de querer parecer bem só porque se diz uma coisa bonita sem qualquer sentido semântico.

Sr. Jornalista da Sic (numa reportagem sobre o fabrico de sabões e sabonetes à moda antiga): -Que AROMA de algum ELEMENTO DA NATUREZA gostaria de reproduzir? (era mais ou menos isto)

Sra. que fabrica sabões e sabonetes: - O aroma da Paz!!!

AAAAHHHHHH QUE BONITO! E a minha pergunta é "Ah?!"

Só por causa das coisas, até fui ali ao dicionário online da Michaelis, só em jeito de estúpida confirmação:
"paz 
paz 
sf (lat pace1 Estado de um país que não está em guerra; tranquilidade pública.2 Tratado que mantém ou restabelece esse estado: Assinar a paz. 3 Repouso, silêncio. 4 Tranquilidade da alma. 5 União, concórdia nas famílias. 6 Sossego. P. armada: respeito recíproco das nações, mantido pelos exércitos e esquadras que elas conservam. P. de alma: pessoa bonacheirona, inofensiva, pacífica. P.-otaviana: grande quietação e sossego, como gozou o mundo romano no tempo de Otávio. Fazer as pazes: reconciliar-se."

É, assim de repente, em lado nenhum diz que Paz é um aroma ou elemento da natureza. 
Ah e tal, que há aromas que nos transmitem paz, que no sentido mais vulgo que por aí circula é, no mínimo, um estado de espírito, um modo de vida, bla bla bla... AROMAS  que transmitem PAZ. Ninguém aguenta! 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Contratos e bébés!

Mais que pelos contratos da casa, luz e água em nosso nome, a televisão e a máquina de lavar roupa comprada a prestações e o emprego das 8h às 17h, mais que tudo isso, começa-se a tomar consciência do tempo que passa quando nos morrem pessoas, não umas quaisquer, as nossas pessoas. Mas depois, a vida, em jeito de equilíbrio, dá-nos outras. Há pessoas que nos nascem.
Quando eu souber explicar a alegria que me invade o coração, talvez faça um post  sobre isso!

Parabéns aos papás!


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Anatomia da loucura

Quem já morou comigo sabe bem que eu sou uma completa consumista de promoções. Ando sempre à caça de promoções, levo tudo o que é panfleto e flyer para casa a fim de ser meticulosamente analisado em busca de boas oportunidades.
Já aprendi que, no que diz respeito a comida, não vale a pena andar a comprar grandes quantidades da mesma coisa porque das duas uma, ou enjoo ou se estraga. Já me controlo nas coisas inúteis, aquelas que nós vemos e pensamos "ai que pechincha, vou levar que EVENTUALMENTE um dia vou precisar". Mas há uma coisa que não me consigo controlar e acho que isto já está a atingir proporções preocupantes de "obcessismo": gel de duche e detergentes para a roupa. Não posso ver estes produtos com 50% de promoção que lá vou a correr açambarcar quantas unidades possa para dentro do carrinho e ai de quem se ponha entre mim e a última unidade. Isto tudo porque sou uma esquisitinha quanto aos cheiros - "este é muito ácido, este é muito quente, este cheira mal, este parece para bébé, este parece perfume patcholi" etc e os meus preferidos não são a coisa mais amiga da carteira. Hoje estava a reparar no meu stock e acho que não atingo os 500 anos luz mas tenho gel de duche e detergente para a roupa para, pelo menos, 6 meses. Ou seja, não faço a mínima ideia como será a minha vida daqui a 4 meses, são os cortes no ordenado, a austeridade, a instabilidade, se já vou ter carro ou não e possíveis partidas (boas ou más) que a vida gosta de nos pregar... Ah! Mas ninguém me vai apanhar malcheirosa ou de roupa suja!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Há manhãs assim...

Há manhãs que deviam ser exemplo para todas as manhãs.

 Acordar naturalmente, abrir as janelas e ser presenteada com um esplêndido céu todo azul, olhar para o espelho e a tua pele estar magnifica, sem olheiras e o cabelo (milagre dos milagres) estar capaz de sair à rua e fazer furor. Há manhãs que pensamos que só faltou uma saca de pão fresco para o pequeno-almoço pendurada na porta. 

Há manhãs que são oásis!

E há pessoas que merecem manhãs de aniversário assim tão bonitas. Parabéns Patroa! Brindemos :)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Sasha, you did it again!

Ontem fui ver o "novo" filme de Sasha Baron Cohen, The Dictator. Apanhei uma barrigada de riso é verdade. Um comediante e pêras o Sasha. Tem uma mente suficientemente brilhante para fazer qualquer tipo de humor e comédia mas prefere fazê-lo da forma em que mais se ridiculariza a si mesmo o mais possível para as pessoas perceberem o quão ridículas são as personagens que interpreta. E pronto, assim agrada a toda a gente, aos que se riem pelas macacadas que vai protagonizando nos entretantos e aos que percebem toda a satírica interpretação. Eu ri-me pelos dois. Mas lá no fim do filme, aquando este discurso, a veia revolucionária que corre algures no meu corpo quase que me levava a levantar-me e aplaudir o senhor de pé. Ora vejam:

domingo, 10 de junho de 2012

Cada vez gosto mais de ti, José

Por vezes, sinto-me defraudada. Penso e sinto, vivo e revivo no pensamento coisas minhas e que também são de toda a gente. Crio histórias e gentes, dou-lhes vida e elas são minhas e são tão delas próprias também. Há amores e desenganos, sentimentos que contêm a maior das alegrias e a mais profunda das angústias. E tudo isto vive assim dentro de mim. Sou grandiosa. E a minha cobardia fecha-me a sete chaves. E sou uma inútil porque as palavras que escrevo só têm parte do que sou, há tanta coisa que fica por escrever, por dizer... E são as melhores coisas, as mais belas e perfeitas. E por vezes sinto-me defraudada, porque parece que há quem nos robe o pensar, a arte e a grandiosidade. Há quem escreva palavra a palavra o que a cobardia e a inutilidade não me deixam escrever. A esses que têm esse dom, e em especial ao senhor que conseguiu escrever o que me vai na alma, um grande bem haja!


"Conheço pessoas que morreram. (...)Todos os dias passa tempo que não é testemunhado por elas. Os seus olhares ficaram parados numa data que se afasta cada vez mais. Nós, que conhecemos essa pessoas, que partilhámos um tempo que continha a sua presença, estamos aqui e podemos avaliar o tamanho da sua falta. Assim, da mesma maneira, devíamos ser capazes de perceber toda a dimensão disto: o nosso nome ainda nos pertence, temos planos banais para amanhã." José Luís Peixoto


daqui

quinta-feira, 10 de maio de 2012

E é uma dor maior porque o mundo não conspira comigo.

E é uma dor maior porque o mundo não conspira comigo.